Governo quer mudar reforma tributária para prorrogar IPI e cobrir atraso no Imposto Seletivo

Proposta de Emenda à Constituição

O Ministério da Fazenda está elaborando uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que será submetida ao Congresso após as eleições, com o objetivo de modificar a reforma tributária. A intenção é prorrogar o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos como fumo, bebidas alcoólicas, refrigerantes e veículos. Essa mudança visa evitar uma significativa perda de arrecadação, estimada em quase R$ 4 bilhões para janeiro de 2027, em função do atraso na regulamentação do Imposto Seletivo.

O novo imposto, conhecido como “imposto do pecado”, foi projetado para substituir o IPI nesses produtos, mas, devido a certas limitações e o adiamento da regulamentação, a arrecadação foi comprometida. As discussões em torno dessa PEC ocorrem em um momento crítico, onde a necessidade de garantir a arrecadação é primordial para o equilíbrio das contas públicas.

Reuniões com setores afetados

Nos últimos dias, ocorreram reuniões entre representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de empresas afetadas pelo novo tributo. O governo buscou ouvir as preocupações das partes envolvidas e discutir cenários futuros em relação ao Imposto Seletivo e sua implementação. Essa abordagem visa assegurar a manutenção da carga tributária e proporcionar previsibilidade aos setores impactados.

reforma tributária

Durante as reuniões, foi enfatizada a promessa do governo em calibrar as alíquotas do novo imposto para que a carga tributária permaneça ao nível do IPI atualmente vigente. Adequações foram discutidas para garantir que os setores de fumo, bebidas e veículos não sejam sobrecarregados, promovendo um ambiente de confiança para os fabricantes e consumidores.