Decisões do novo Congresso
As eleições de outubro irão além da escolha do presidente, influenciando as decisões do novo Congresso que tomará posse em fevereiro de 2027. Os deputados e senadores eleitos terão papel fundamental nas discussões sobre a reforma tributária, benefícios fiscais e emendas parlamentares. Diferentes propostas sobre a forma como os impostos são coletados e geridos poderão ser debatidas, com impacto direto na arrecadação e na distribuição de recursos entre governos estaduais e municipais.
Além disso, as recentes mudanças nas regras fiscais exigirão que os novos parlamentares se posicionem em relação a temas complexos, como a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, importante medida para reduzir os custos com a mão de obra para as empresas. A forma como os eleitos lidarem com estes temas será crucial para o futuro econômico do país e para a gestão dos recursos públicos.
Reforma tributária e seu funcionamento
A reforma tributária, já em andamento, irá demandar dos novos congressistas decisões importantes sobre sua implementação. Em 2027, iniciará a substituição de certas contribuições tributárias, como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo PIS e a Cofins, além do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que começará a ser cobrado com uma alíquota provisória. Isso indica que os impactos da reforma começaram a ser sentidos ainda antes da posse do novo Congresso.

Um dos pontos críticos será a deliberação sobre o limite nacional para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que pode afetar o patrimônio de muitas famílias. Embora o Senado possa elevar esse limite de 8% para 16%, cada estado definirá as alíquotas específicas, o que poderá gerar um impacto significativo dependendo da legislação local.
A reforma tem um cronograma fixado pela Emenda Constitucional nº 132/2023, que define prazos e etapas a serem seguidos, e as decisões do novo Congresso podem influenciar quais pontos serão mantidos ou alterados nesse planejamento. Portanto, as consequências do impacto das eleições serão visíveis não só nas questões fiscais, mas também na dinâmica econômica do país como um todo, à medida que as mudanças começam a se concretizar.
Veto à Lei Complementar nº 227/2026
Outro aspecto relevante que os novos parlamentares deverão considerar é a análise dos vetos à Lei Complementar nº 227/2026, que trouxe modificações nos impostos sobre diferentes setores. Por exemplo, questões relacionadas ao pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e benefícios fiscais para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) estão pendentes de apreciação. O destino desses vetos pode impactar diretamente os tributos que incidem sobre compras de imóveis e também sobre o setor esportivo, refletindo na economia de várias maneiras.
Se os parlamentares decidirem derrubar esses vetos, algumas novas alíquotas ou critérios de cobrança entrarão em vigor, potencialmente gerando mudanças significativas. Contudo, se não houver acordo para a análise, os trechos vetados continuam fora da legislação vigente, mostrando como as decisões políticas influenciam diretamente a vida econômica das pessoas e empresa.

Como editor do blog “Tributos”, trago uma visão única sobre finanças digitais e tecnológicas, combinando minha formação em Sistemas para Internet pela Uninove com meu interesse em economia. Meu objetivo é fornecer insights e análises atualizadas sobre como a tecnologia está impactando o mundo financeiro. Junto com nossa equipe, buscamos oferecer aos leitores uma compreensão abrangente do universo das finanças.