Reforma tributária: cobrança de novos impostos sobre consumo começa em 2027; veja como vai funcionar e o que falta definir

O que é a reforma tributária?

Definida como uma grande mudança no sistema de impostos do Brasil, a reforma tributária busca simplificar a estrutura de coleta e destinação de tributos, visando torná-la mais eficiente e justa. Em 2023, o governo aprovou um novo modelo de tributação que introduz impostos sobre o consumo, com a intenção de unificar e simplificar as obrigações fiscais.

Impostos definidos pela reforma

A nova reforma posicionaliza a 1tima na estrutura tributária brasileira. Entre os principais impostos que serão substitudos, destacam-se:

  • PIS
  • Cofins
  • IPI
  • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias, estadual)
  • ISS (imposto sobre serviços, municipal)

Estes tributos serão gradativamente eliminados e substituídos por dois novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal.

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Como a CBS será aplicada

A CBS começará a ser cobrada a partir de 2027, com alíquotas que ainda serão definidas. Através desse novo imposto, o objetivo é simplificar as contas das empresas, permitindo que elas deduzam os tributos pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva, o que é uma prática comum em outras partes do mundo.

Estimativas recentes apontam que a CBS terá uma taxa significativa, especialmente em comparação com a atual carga tributária, que gira em torno de 34% sobre o consumo no Brasil.

Entenda o IBS e sua alíquota

O IBS, que substituirá o ICMS e o ISS, terá uma alíquota marginal de 0,1% nos dois primeiros anos (2027 e 2028), aumentando gradativamente até a implementação completa em 2033. A expectativa de arrecadação global, uma vez que a incidência estiver totalmente implementada, pode ultrapassar 28%, colocando o Brasil entre os países com alta carga tributária.

Contraponto: Impostos no Brasil

Estatísticas recentes afirmam que, se comparados a outras nações desenvolvidas, os impostos brasileiros sobre o consumo são bastante elevados. A ideia da reforma tributária é trazer maior clareza e equidade, combatendo a distorção atual em que a carga tributária aumenta a complexidade dos negócios e se torna um desafio para as empresas.

Mudanças na emissão de notas fiscais

Com a novas regras tributárias, as empresas precisarão se preparar para destacar de forma clara os valores dos novos impostos em suas notas fiscais. Desde agosto de 2026, a Receita Federal já vem realizando testes para que essa informação seja incluída nas notas, embora muitos contribuintes ainda enfrentem dificuldades para adaptar seus sistemas às novas exigências.

O impacto nos preços dos produtos

A implementação desses novos impostos e a sua estratégia de cobrança serão essenciais para determinar o impacto final nos preços. Embora a intenção seja simplificar a tributação e, assim, potencialmente reduzir custos, é necessário observar a transição e a repercussão que isso terá nas prateleiras.

Preparação das empresas para 2027

As empresas têm se arvorado para adaptar seus sistemas e processos de emissão de documentos fiscais às novas exigências. A transição está exigindo que muitas adotem novos procedimentos de compliance e incorporem tecnologia para garantir que a nova legislação seja cumprida.

Esse esforço pode ser um desafio para pequenos negócios, mas o governo tem prometido apoio e facilitação durante essa fase de adaptação.

Cashback para a população de baixa renda

Além das mudanças na estrutura de impostos, haverá também uma introdução de cashback para famílias de baixa renda. Este mecanismo visa devolver parte dos tributos pagos, aliviando a carga para os mais vulneráveis e promovendo equidade social dentro da nova configuração tributária.

O futuro da arrecadação tributária

A reforma tributária brasileira é um projeto ambicioso e busca reestruturar a forma como os impostos são coletados e distribuídos. À medida que os novos impostos entram em vigor, as expectativas em torno de sua eficácia e seu impacto nas receitas do governo e na economia como um todo serão intensamente monitoradas. Além disso, haverá a necessidade constante de ajustes e adaptações conforme o sistema se estabelece e é aprimorado ao longo do tempo.